Nos tempos do passado o mundo se resumia nas pequenas comunidades da época, pelo reduzido numero de pessoas que gravitavam pelas vilas de então, pelas distâncias que necessitavam ser superadas, pelos meios rudimentares de transporte. O mundo para as pessoas girava ao seu próprio redor, nada mais havendo que não aquela pequena aldeia.
O mundo hodierno transformou-se em uma “aldeia Global”, onde, com o tempo do piscar dos olhos, podem-se atingir as informações dos mais recônditos locais, do espaço sideral, informações das várias hipóteses da formação do mundo, enfim, todos estão inseridos nesse mundo, cuja velocidade da informação transformou-o efetivamente numa “Aldeia Global”. Sim, Aldeia porque a comunicação, a informática, a cibernética, a engenharia de dados faz com que nos sintamos numa só comunidade esparsa, mas ao mesmo tempo próxima. Fazemos parte desse contexto cada vez mais magnífico.
A informação instantânea em qualquer parte do mundo traz em seu bojo as benesses desses avanços tecnológicos, mas, por outro lado, também é portadora das desinformações, tragédias, discórdias e outros vícios incrustados no intelecto humano.
No dia 12 de Setembro passado o Papa Bento XVI, em visita a Baviera , encontrou-se com cerca de 1500 representantes da área científica no auditório da Universidade de Regensburg, onde proferiu uma palestra intitulada "Fé, razão e universidade - lembranças e reflexões". Nessa palestra, no papel do teólogo Joseph Ratzinger (nome do Papa na vida profana), o Papa citou passagens de uma leitura que fizera sobre o diálogo que o sábio imperador bizantino Manuel II Palaeologos manteve, em 1391, na residência de inverno em Ancara, com um estudioso persa. Nessa palestra citou textualmente parte daquele diálogo onde o Imperador interpelou o persa com o seguinte questionamento "Mostre-me então, o que Maomé trouxe de novo, e ali só encontrarás coisas más e desumanas, como esta, de que ele determinou, que se propague através da espada a fé que ele prega".
Naturalmente que essa afirmação não é do Papa, ele apenas o citou dentro de um contexto, totalmente alheio à conotação religiosa que tomou no mundo islâmico.
Esse episódio serve de grande valia para nós cristãos tirarmos grandes lições. Eu particularmente fui criado numa formação cristã e dentro dos ditâmes da Igreja Católica Apostólica Romana, doutrina que procuro seguir até hoje.
Dentro desse princípios religiosos, com o tempo sempre procurei exercitar em meu dia a dia várias virtudes, dentre elas a Tolerância e uma das mais importantes é a da Humildade e do ato de PEDIR PERDÃO. Esse episódio tem espalhado entre os povos mais radicais inúmeras ameaças de caráter catastrófico Entendo que o Papa, como o pastor que conduz suas ovelhas, deveria praticar uma das mais difíceis no entanto mais belas e gratificantes virtudes que é a da HUMILDADE de vir a pública e pedir perdão. O ato de PEDIR PERDÃO dignifica a pessoa que o pratica e o Papa estaria mostranso ao mundo que, mesmo isento de qualquer culpa, é capaz de praticar a virtude da Humildade como um exemplo a ser dado a toda a humanidade.
Se os seguidores do Profeta Maomé exigem um pedido de desculpas formal, dê-se o exemplo da prática dessa virtude para ser seguido por todos os detentores do poder nesse mundo repleto de injustiças, vilanias e maldade. É a grande oportunidade de ser dar uma chance para a PAZ mundial.
Que lindo exemplo seria esse ato do pedido formal de desculpas.
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