Fraiburgo, possivelmente como todas as demais cidades, é constituída por condições, coisas e pessoas das mais variadas que fazem com que se torne uma cidade progressista ou continue estagnada no tempo. A somatória de tudo isso se constitui em elementos de imprescindível importância, no entanto, a mão do homem é o toque que faz a diferença. Em Fraiburgo, igual às demais, antes de sua emancipação, aqui residiam muitas pessoas, muitas famílias que tocavam suas vidas ao estilo de outras localidades que até hoje existem em sua pequenez. Eram pessoas, que pelo seu jeito de ser não faziam as diferenças. Fraiburgo passou a fazer a diferença com a chegada dos irmãos René e Arnoldo Frey e sua esposas Maria e Lydia.
Nos primeiros anos da década de sessenta, diretamente da Europa por aqui aportou um jovem cheio de vitalidade, afeito aos costumes dos grandes centros do mundo Parisiense. Lá conviveu nos bares típicos de Paris com grandes pensadores como Jean Paul Sartre e sua esposa, a grande Simone.
Roland Mayer para cá veio de forma decidida para aqui plantar sua vida, juntamente com seus filhos e sua eterna companheira e verdadeiro amor – Danielle.
Roland veio tão decidido que ele e seus familiares decidiram optar pela cidadania brasileira porque tinha em sua plena convicção de que o Brasil seria sua nova pátria e Fraiburgo a terra que adotara para enraizar seu futuro e suas gerações. Esse homem para cá veio depois de passar por experiências das mais terríveis em sua pátria participando ativamente dos conflitos armados na guerra de Independência da Argélia, na África. Vale salientar que sua esposa Danielle sempre o acompanhou em todas as suas peripécias também enfrentando momentos dessa mesma guerra, para com ele estar quando recém casados.
Em Fraiburgo Roland aportou trazendo consigo, embora jovem e cheio de sonhos, a experiência de alguém que muito vivera para trazer as experiências das vicissitudes do Velho Mundo.
Aqui chegou como um dos representantes do capital daqueles Franceses que acreditaram em investir nessa terra de Fraiburgo, as famílias Evrard e Mahler. Iniciou seus trabalhos como um dos executivos da então VINHOS MARLY, mais tarde VINÍCOLA FRAIBURGO e hoje Agrícola Fraiburgo. Alem disso, juntamente com Antoine Ferrandis era o procurador na então Papelose Industrial Ltda.
Roland Mayer fez sua história de vida em Fraiburgo na então VINÍCOLA FRAIBURGO S.A. como Diretor maior. Em sua companhia para cá também veio ROGER BIAU, um dupla que comandava aquela empresa com uma sintonia fina, sempre procurando o crescimento do empreendimento e buscando atingir as metas de aqui plantar as experiências vitoriosas do Velho Mundo daí resultando o sucesso das frutas de Fraiburgo.
Roland Mayer exerceu influência fundamental na maneira peculiar que foi a convivência comunitária de Fraiburgo. Nas décadas de sessenta e setenta Fraiburgo diferenciava-se das demais cidades pela união de todas as empresas aqui sediadas em benefício da comunidade. Com o pedido das lideranças da cidade em benefício do coletivo, de imediato a causa era comprada imediatamente por todos os Fraiburguenses e também pelas empresas de Fraiburgo. O exemplo foi quando da decisão de se realizar a Primeira Festa da Maçã de Fraiburgo. A união de todos foi instantânea sendo que as empresas de Fraiburgo contribuíram com a totalidade da construção do Ginásio de Esportes Pe. Biaggio Sominetti e dos salões do Centro João Paulo II, naturalmente que aquelas construções não foram concluídas mas ficaram em condição de abrigar aquela festa. Em todas as iniciativas da comunidade aí estava Roland contribuindo, participando, incentivando.
Roland, já na década de setenta implantou em sua empresa, que hoje está sendo implantado como exemplo de bom administração – a ferramenta do 5 S – um sistema de absoluta organização, limpeza e bem tratar a todos. Todos os Fraiburguenses tinham muito orgulho quando ouviam os visitantes de outras cidades falavam do belo exemplo de organização daquela empresa. A limpeza das instalações e pátios da empresa era simplesmente absoluta. Roland confiava nas pessoas, mas também era o seu fiscal implacável. Muitas pessoas mereceram a confiança de Roland Mayer e foram recompensados com trabalhos que lhes renderam altos rendimentos. Roland caracterizou-se como um empreendedor e patrão que sempre estava junto com seus trabalhadores e junto ao povo de Fraiburgo. De tudo participava e para tudo ajudava.
Roland foi para o Além, no entanto seu exemplo ficou para todos nós que o conhecemos e o admiramos. Qual foi a homenagem em vida ou póstuma que os Fraiburguenses prestaram a esse que se tornou Brasileiro e Fraiburguense por opção? Onde estão aqueles que podem ou puderam homenageá-lo e nada fizeram? Esse homem merece uma homenagem porque muito fez por Fraiburgo.
2 comentários:
Linda homenagem...
Mostra sua bondade e reconhecimento que é típico de pessoas sábias...
Ja a Biblia nos diz...dê a honra a quem lhe é devida!
Parabéns pela iniciativa!
Oi Flávio. Muito legal seu blog.
O Roland só esqueceu de tratar bem a todos.
Trabalhei com ele e sou testemunha de como ele não era nada gentil no trato com seus empregados.
Pra não dizer "grosso".
Grande abraço.
Bia Karasiak
biakaras@yahoo.com.br
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