Nós, seres humanos, quando atingimos o segundo meado do mês de Novembro em diante, começamos sentir em nosso âmago a sensação de algo que vai atingindo seu término. Começamos sentir entre as pessoas que nos rodeiam uma aura de sentimentos positivos, começamos sentir os fluidos positivos de festas que se aproximam. De festas que aproximam as pessoas. Começamos ter a suave impressão de que se está terminando um período e com ele estão sendo enterradas as coisas negativas – as águas da limpeza estão por nós passando e com elas arrastando os maus momentos que nos tragaram, que em nós deixaram feridas.
Paulatinamente os fluidos positivos vão tomando conta de nossas mentes, energizando de imediato nossas entranhas, tornando-nos vetores dos raios invisíveis de sentimentos positivos, de desejos ardentes de mudarmos vossas vidas com a mudança do novel calendário. Prometemos a nós mesmos vida nova. Calendário novo. Atitudes inovadoras. Sentimento de mudança. Usualmente repensamos novas metas para o novo ano, enfim, sempre buscamos a melhoria para nós e para os nossos.
Nesse novo ano de 2007, no Brasil não foi só a renovação da promessa do homem novo, mas também novos governos, novas promessas, novas esperanças. Sim, novas esperanças porque usualmente esquecemos as promessas antigas que não foram cumpridas, esquecemos as desilusões que nos causaram aqueles que eram nossas esperanças.
No primeiro dia do ano. Nesse ano ainda menino criança, assumiram os novos mandatários que regerão os destinos de nossa Nação Brasileira e de todos os nossos Estados dessa República Verde a Amarela. Os matizes são os mais variados possíveis, pincelados pela cores dos múltiplos ideários. No comando do Brasil hodierno nós, os Brasileiros, concedemos a outorga máxima de gerir essa “coisa pública”. Sim digo nós, porque eu também faço parte dessa massa uniforme que se chama povo e se o povo concedeu essa procuração, logicamente teve também a outorga minha, nossa, de todos os brasileiros. A outorga para administrar foi concedida por todos os brasileiros e não somente pelos que neles votaram.
Nós, que fazemos parte do povo, de agora em diante nos resta trabalhar para que o Governo Central do Brasil e todos os nossos Governadores realmente trabalhem corretamente para realizar aquilo que prometeram no correr as campanhas eleitorais.
Toda e qualquer crítica nesse início de caminhada representarão unicamente um ranço que nada constrói. Como bons brasileiros, é de nossa obrigação inconteste cumprirmos com nossos deveres de cidadãos. Temos o sacro dever de acreditar naqueles que governarão os destinos de nossa nação e de nossos Estados. Nossas crenças políticas, nossos ideários e as coisas em que acreditamos como o melhor para a Nação brasileira deverão ser reservados para levantar nos momentos apropriados. Agora é de nosso dever de brasileiros torcer de forma positiva para que esses mandatários bem executem aquilo que prometeram quando se dispuseram trabalhar em favor do povo.
Sim, digo trabalhar em favor do povo, porque aquele que é eleito para comandar o Brasil, um Estado Brasileiro ou uma Prefeitura Municipal, nada mais é que um operário a serviço do povo brasileiro. Esse eleito estará gerindo um patrimônio de propriedade do povo.
O Presidente, o Governador ou o Prefeito são os Outorgados de poderes específicos para bem gerir a coisa pública e essa obrigação é sagrada sob pena particularmente responder pelos erros, enganos ou má administração desse patrimônio.
Nesse momento deixemos de lado nossas correntes ideológicas, deixemos de lado nossas versões do direito, deixemos de lado a nossa certeza do bom e do errado e passemos a acreditar naqueles que elegemos para administrar a nossa coisa que é a coisa pública. Passemos a acreditar neles porque existe a grande possibilidade de eles estarem certos. Essa possibilidade é real porque o povo acreditou neles e o povo é sábio e sabe colocar e também retira-los nos momentos certos. Se assim fizermos estaremos dando nossa grande contribuição para a paz, a concórdia e a tranqüilidade de nossos governantes e eles assim esperam e assim merecem. Se assim fizermos mais uma vez estaremos cumprindo com nossa parte.
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