terça-feira, 28 de dezembro de 2010

C A I O P I S A N I - A nossa região perdeu o homem, o amigo, o irmão ..... ficou o seu exemplo. (publicado no jornal O Catarinense em 2007)

É próprio da trajetória de todo o ser humano sofrer as grandes dores e as grandes separações daqueles que nos são caros. Particularmente tive separações que doeram minha alma, a maior de todas elas foi a trágica morte de meu filho querido, Flávio Marcelo, que levou consigo parte de meu coração. Separações outras houve como a morte de minha irmã, meus pais, grandes amigos.
Na semana que passou, indubitavelmente foi uma semana de muita tristeza para meu coração com a trágica morte, em acidente automobilístico, do meu amigo, companheiro de homéricas lutas em defesa de interesses comuns e, acima de tudo, de um irmão de crença nos princípios da liberdade, da fraternidade de igualdade entre os homens. Seu nome JOSÉ CARLOS PISANI, ou o nosso CAIO.
Santa Catarina, a região do Meio-Oeste, Tangará e Monte Carlo, acrescente-se a isso os setores madeireiros, reflorestadores e papeleiros, não têm ainda consciência da grandiosidade da perda com a precoce morte desse grande homem, Caio Pisani.
Caio sempre foi aquele que puxava a corda, aquele que a todos empurrava, aquele que à frente brigava por todos. Eu testemunhei quando, de forma sorrateira e no calar da noite, tentaram criar parques, reservas ecológicas e áreas de preservação ambiental nas regiões do meio-oeste e oeste Catarinense, sem ao menos consultar os legítimos proprietários, Caio Pisani movimentou o mundo, autoridades, entidades sindicais, Federações, políticos na defesa do pétreo direito de propriedade.  Movimentou mesmo sem ter qualquer interesse seu atingido. Trabalhou porque viu que aí se concretizava uma das inúmeras injustiças que se faz por esse Brasil afora. Essas injustiças eram contra seus amigos e injustiça contra seus amigos era injustiça contra si. Eu vi incontáveis vezes Caio sentado nos rústicos bancos de madeira, saboreando a pinguinha, o cigarro e a ponta de prosa com seus humildes trabalhadores, igualando-se aos níveis daqueles. Eu vi seus humildes amigos chorando copiosamente, nos cantos das casas, nos descampados do CTG a dor da separação de seu grande amigo e seu protetor.
Caio Pisani era o grande líder, o grande timoneiro, o destemido empresário que defendia com hombridade aquilo que era de direito dos empresários que, como ele, eram atingidos pelos falsos preconceitos daqueles que vivem à custa do dinheiro público. Esses por aí convivem para pregar a cizânia, a luta entre classes, a mentira escandalosa contra empresário pelo simples fato de vê-los mais ricos.  Caio era um rico que não tinha vergonha de ser rico. Era um rico que sabia das suas responsabilidades sociais. Eu vi e testemunhei Caio defender intransigentemente empreendimentos seus e de seus familiares que não traziam lucros para os quais foram investidos. Defendia-os porque imensa era a sua responsabilidade social para aqueles que gravitavam ao seu redor.
Eu vi Caio desenvolver inúmeros projetos com o único objetivo de incentivar as Comunidades ligadas aos seus sentimentos para encontrar novas opções de crescimento.
Caio Pisani foi o maior exemplo de empresário consciente da necessidade do seu envolvimento político e para isso foi fundo. Caio era extremamente respeitado por absolutamente todas as esfera políticas. Autoridades do mais alto quilate paravam para ouvi-lo. Os mais sensatos, os mais preocupados com a realidade dos fatos e do mundo vinham aconselhar-se com Caio Pisani, porque todos sabiam que esse era honesto em suas ponderações e solícito quando necessário.
Caio jamais usou da sua respeitabilidade para benefício próprio, muito pelo contrário, sofreu as mais profundas injustiças pela sua exposição como homem que representava o poder econômico. Caio nunca teve medo de expor-se como empresário, como gestor do desenvolvimento sustentado, como defensor do reflorestamento modernamente econômico e capaz de atrair riquezas e propiciar as desigualdades econômicas. Caio Pisani foi profundamente humilhado por Autoridades que deveriam ser as primeiras, antes de usar da espada sobre a honra das pessoas, analisar e ir à busca da verdade. Particularmente estou sentido demais o vácuo deixado por Caio Pisani que dificilmente será suprido por outro empresário com o mesmo ímpeto, com a mesma paixão e com a mesma qualidade. Esperemos que novos líderes verdadeiramente responsáveis paulatinamente assumam posições no sentido da defesa do setor empresarial para, politicamente fazer frente àqueles que irresponsavelmente pregam a cizânia por ignorância ou para atender a interesses de empresários de países outros e contra o desenvolvimento das regiões interioranas e conseqüente redução das desigualdades sociais da nossa região.
Obrigado Caio Pisani – tua missão por aqui acabou, mas teus exemplos e teus ensinamentos permanecem para sempre. Vá rumo a Luz porque Ela a ti pertence. Você, com certeza, foi um Irmão com espírito voltado para o cantado no Salmo 133 – Como era bom e saudável ter você como irmão.

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