De quando em quando faço minhas próprias pesquisas de opinião pública sobre os assuntos mais variados. Habitualmente sobre política, políticos, governantes, governados e sobre assuntos que me palpitam, que tocam meu coração, meus sentimentos, enfim meu particular interesse.
Desde há muito, quando se me surgem oportunidades, procuro saber de pessoas – o que pensam sobre o pinus - é uma árvore boa ou uma árvore ruim? – o que pensam sobre sua relação com água, animais, vegetação. Enfim o pinus é uma árvore benéfica ou maléfica?
Minhas perguntas são habitualmente dirigidas para pessoas de um melhor nível de entendimento. A maioria absoluta tem como resposta: o pinus é uma árvore que, onde plantada, acaba com a água, não existe vida animal, onde outra vegetação aí não viceja.
As respostas sobre o que pensa a maioria das pessoas sobre o pinus, bem representam o que é a propagação de pessoa a pessoa sobre as mesmas informações, sempre. Goebbels, o ministro de Hitler, na última guerra, usava como uma premissa que “a mentira, desde que repetida continuamente tende a tornar-se uma verdade”.
Sobre o pinus, ao meu entender, ocorre o mesmo fato uma vez que foi adotado, desde há muito, no ensinamento popular, que o pinus é uma árvore exótica (de origem de outros países), portanto uma árvore ruim para o sistema ecológico do Brasil. Tais premissas são oriundas de crendices que se espalharam ao longo dos tempos, sem nenhum fundamento científico sobre o assunto. A verdade é que o pinus é uma árvore cuja origem é dos países nórdicos, Canadá, Estados Unidos e outros. As experiências ocorridas nos países sul-americanos com o plantio das várias espécies dessa planta (taeda-elliottii-pátula, dentre outros) foram de um sucesso absoluto, porquanto no solo tropical o seu desenvolvimento ocorreu de forma exuberante. Enquanto nos países de sua origem essas árvores tornam-se adultas com 50 – 70 anos, no Brasil e países da América do Sul essas mesmas atingem maturação por volta dos vinte anos.
Aí, na verdade está o grande diferencial dessa árvore salvadora do bioma originário brasileiro. Sim, salvadora de nosso bioma porque, se plantada de forma racional e dentro da tecnologia apropriada, se procedido correto manejo, teremos uma floresta alternativa e perfeitamente apropriada para sua utilização industrial, em substituição à floresta nativa.
A realidade do mundo moderno exige cada vez mais a utilização de madeira para nossos lares, nossas casas, nosso dia a dia. O pinus, em face ao seu desenvolvimento ímpar, é a melhor alternativa econômica, técnica e ecológica. O simples fato de tratar-se de uma floresta exótica não é motivo para combater esse tipo de vegetação porque se assim o fosse o mesmo ocorreria com a soja – feijão – café e a maioria dos grãos postos a nossa mesa todos os dias. O pinus, na verdade é uma árvore plantada para ser colhida, em várias etapas. Aos oito anos em seu primeiro manejo, com outros mais e aos vinte anos, no término de seu ciclo econômico de crescimento. Portanto, o pinus é plantado e colhido em até vinte anos, da mesma forma que o feijão é plantado e colhido nos aproximados cem dias. Quanto ao propalado problema ecológico trata-se da aplicação da premissa de Goebbels porque a falta de água nos plantios de pinus trata-se de quimeras, uma vez que já comprovado o contrário em estudos científicos na floresta negra, da Alemanha, composta em sua quase totalidade de pinus. No Brasil várias pesquisas encontram-se em andamento, dentre elas na Universidade Federal de Santa Maria, sob orientação da Universidade de Freyburg e coordenação do Doutor Schumacher. A ausência de outras vegetações ocorre somente quando da falta de um correto manejo, aliás, como ocorre em qualquer outro tipo de vegetação homogênea e pioneira pelo simples fato da falta de insolação. Tão logo haja o correto manejo ocorre a insolação, logo uma vegetação ciliar aí também viceja. No mais a eventual ausência de vida animal de maior porte e aves, somente ocorre nos casos de florestas homogêneas, como ocorre em qualquer outro tipo de florestas homogêneas (grandes florestamentos da mesma espécie). Enfim as florestas de pinus são iguais a qualquer outra vegetação plantada para ser colhida, mesmo pertencente ao nosso bioma. Na verdade, o combate a esse tipo de vegetação, própria para a produção de madeira para nossas indústrias moveleiras vem de endereço conhecido e com objetivos bem definidos. Os grandes produtores mundiais de madeira são dos paises onde o pinus demora o triplo ou mais de tempo que o Brasil. Portanto o Brasil torna-se um concorrente mundial imbatível nesses mercados e precisa ser barrado porquanto seu custo torna-se infinitamente menor pela redução de seu custo de investimento. Inúmeras ONGs que por aí estão, sobrevivem com os dólares ou euros desses grandes empresários americanos e europeus que a elas subvencionam para combater o plantio de pinus no Brasil, tão prejudicial para eles e tão benéfico para nós brasileiros.
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