terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os homens e as mulheres do meu pequeno Mundo. (publicado no Jornal "O Catarinense" em 2006).

Todos nós, como partícipes desse Universo, fazemos parte da grande sinfonia, que é o local onde vivemos nessa maravilha criada especialmente por Deus.
No Universo somos partes tão minúsculas que se houvesse uma forma de ter uma visão dessa criação de Deus em seu todo, com certeza, para que pudéssemos ser vistos seriam necessários equipamentos de visão microscópica com capacidades inimagináveis pelas suas precisões.
Pois bem, o Universo é de uma grandeza fenomenal. A terra, no nosso imaginário também é algo colossal, o Brasil é um País grandíssimo. Nossa cidade, na verdade, é o nosso mundo.
Assim, a nossa vida, em quase todo o tempo, gravita em volta dessas nessas nossas pequenas cidades.  É aí que criamos nossos mitos, imaginamos nossos heróis, construímos nossos bandidos imaginários e cultuamos nossas crenças.
Nessas nossas pequenas cidades todos nós conhecemos a todos. Suas virtudes e seus vícios. Seus anjos e seus demônios. Conhecemos nossos heróis e anti-heróis.  A infância de cada um de nós, pobres, ricos ou remediados sempre foi recheada de sonhos e de desejos de um dia sermos igual àquele ou sermos aquele. Sempre tivemos em nossas meninices o forte desejo de um dia sermos de profissão igual às dos nossos pais, de nossas mães, ou mesmo sermos os mesmos profissionais maravilhosos que povoaram nossos sonhos.
Com o passar dos anos passamos a conviver com pessoas que em muito nos ensinam um sentido de vida, um sentido de ética, um sentido de pioneirismo.
Eu também tive e tenho grandes amigos com os quais sempre aprendi muito e continuo aprendendo porque a vida é a melhor de todas as escolas, é a faculdade insuperável, é a cultura real e verdadeira.  Hoje sou um homem feliz porque sei a exata dimensão da grandiosidade dos meus amigos.   Meus amigos não os meço pela capacidade de seus bolsos guardarem dinheiro, mas sim pelo limpidez de seus olhares sinceros quando dizem “obrigado” – quando dizem “você um homem bom”.  Meus amigos não os meço pelos chãos acarpetados ou pela terra do chão batido. Na maioria das vezes sinto-me muito melhor com amigos em locais fechados pelas táboas mal pregadas e sem mata-juntas onde sou recebido com a alegria verdadeira do amigo orgulhoso em ter-me como seu amigo. À vezes sinto-me melhor em meio à fumaça dos fogões entupidos, mas com amigos do coração exultante em saber que os tenho como amigos.
Por outro lado minha alegria transcende porque também sempre estou entre os mais agraciados pela sorte e pelo suor incansável do seu trabalho.  Graças a Deus sou um homem privilegiado porque sou cercado de amigos verdadeiros e de pessoas que muito admiro.   Nesses meus escritos semanais, enquanto assim durarem, pretendo escrever sobre esses meus leais amigos, sobre esses meus heróis. Sobre amigos e heróis vivos ou mortos, sem qualquer cronologia, sem qualquer obrigação, mas obedecendo unicamente as lembranças que me ocorrerem no momento.
Digo-vos que dentre meus heróis, meus bandidos e meus amigos sem dúvida estão o Nego da Baía – Selmo do Taquaruçú – Rene C. Frey – Albert Mahler – Irineu Secchi - Joaquinzinho da Baía – meu filho  Marcelão – Xanca – Gugelmin - Dona Inês S Guedes - Dr. Dante Martorano – Dr. Edson Ubaldo – Saul Brandalise – Gabriel Bogoni – Pe. Biaggio – Hugo Frey – Adalberto Burda – Serra - e tantos outros a quem um dia dedicarei um artigo. Esses para mim fazem histórias.

Um comentário:

Raquel disse...

Estou amando acompanhar seu Blog...
" Hoje sou um homem feliz porque sei a exata dimensão da grandiosidade dos meus amigos. Meus amigos não os meço pela capacidade de seus bolsos guardarem dinheiro, mas sim pelo limpidez de seus olhares sinceros quando dizem “obrigado” – quando dizem “você um homem bom”. Meus amigos não os meço pelos chãos acarpetados ou pela terra do chão batido."
Isso é de uma sabedoria que ñ foi concedida a muitos não!`
É de uma grandiosidade Dr. Flávio!
Graças a Deus por sua vida!

Raquel