Esses estão quebrando os paradigmas.
(este artigo escreví ou em 2006 ou 2007)
Toda a indústria é composta de máquinas – equipamentos – pessoas que operam essas máquinas – pessoas que trabalham com o intelecto para buscar os aperfeiçoamentos, novas tecnologias, sempre com o fim último de alcançar o menor custo e a maior lucratividade. Sem o lucro não existe empresa.
Para fazer com que essas máquinas e equipamentos operem num perfeito sincronismo elas devem ser devidamente reguladas para que atinjam aqueles fins para os quais elas foram destinadas.
O movimento dessas máquinas é possível, evitando-se ao máximo os atritos próprios das suas engrenagens, tendo como um dos fortes elementos que prolongam a vida útil com a utilização de lubrificantes próprios.
O corpo humano mais ou menos tem essas mesmas necessidades de contínuos movimentos de seus membros, movimentos esses que fazem com que nossos membros sejam devidamente lubrificados de forma automática bem como mantidos de forma sadia.
Ultimamente temos acompanhado pelos sistemas de comunicação o fato dos 1.000 gols do jogador Romário, hoje com 41 anos de idade.
Isso tudo tem me feito refletir, não sobre a marca histórica do Romário, mas sim, sobre o fato de aos quarenta e um anos de idade estar jogando e sendo artilheiro em um time de futebol de ponta que exige o máximo em termos de preparo físico. Nesse mesmo diapasão aí está o jogador Edmundo, com trinta e oito anos de idade, como o melhor jogador do seu clube, também artilheiro e sendo admirado por um mundo de torcedores.
Vampeta, um dos ícones de grandes equipes do cenário nacional, aos trinta e três anos de idade, está voltando para auxiliar seu time do coração.
Até não muitos anos atrás existia um princípio fundamental que era de bom tom o atleta parar de jogar no auge da sua carreira, porque com o declínio de sua forma física (ao redor do trinta anos de idade) serie esquecido. Sempre existiria a lembrança na mente dos seus admiradores a sua fase maravilhosa e exuberante. Essa polêmica recrudesceu quando Pelé resolveu paralisar com sua atividade no futebol. A discussão transformou-se num assunto de Estado porquanto era a conversa dominante em todas as rodas onde se encontrassem mais de duas pessoas. Ele deve ou não deve abandonar o futebol no auge da sua forma física? Pelé é muito novo ainda? Pelé já está velho?
Assim foi e Pelé ainda com muito vigor paralisou suas atividades futebolísticas, ainda jovem. Passaram-se os tempos e a polêmica continuou, mas em menor intensidade. Romário paulatinamente foi aparecendo e mostrando ao mundo a sua genialidade, no entanto, sem discussão de suas evidentes qualidades o que mais me tem impressionado é o fato do mesmo estar quebrando os paradigmas de que o atleta deve abandonar o seu esporte/profissão no auge.
Em muitas vezes foi ridicularizado pela sua teimosia, no entanto, para mim, trata-se de algo sensacional porque ele, com isso, está dando ao mundo uma demonstração maravilhosa de que se pode muito bem continuar jogando com mais idade, como é o caso dele que aos quarenta e dois anos continua artilheiro. Sua performance mudou, naturalmente seu jeito de jogar não é o da jovialidade, mas continua sendo bom para o seu time. Nesse mesmo passo continua Edmundo que aos trinta e oito anos aí está dando lições de bem jogar e como exemplo para as demais gerações. Vampeta está se preparando para retornar ao seu time com trinta e três anos de idade. Vai fundo Vampeta e dê a demonstração que o esporte não é um privilégio somente para os jovens. Isso, Romário e outros veteranos já têm provado com muita galhardia. Devemos para com essa história de que o esporte profissional deve ser praticado com limites de idade. Os exemplos estão aí. É só não termos preconceitos com isso que passaremos a olhar isso tudo de outra maneira. Isso também é preconceito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário