quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO?

(Este artigo escreví em 2007)
Nos dias de hoje ficamos simplesmente petrificados com os noticiários que se nos são jogados aos nossos olhos, aos nossos ouvidos e aos nossos sentimentos. Em absolutamente todos os momentos em que acessamos aos nossos televisores, rádios, internet contemplamos os mais absurdos exemplos de corrupção, atingindo a todos os níveis sociais, ricos e pobres, líderes, políticos, empresários, empregados, funcionários públicos, grandes e pequenos. Dá-nos a sensação que estamos em meio a um lodaçal que nos está atingindo de forma inapelável e sem solução.

Será que existe uma solução para essa roubalheira? ... para essa corrupção galopante?
SIM, amigos existem as soluções e essas estão ao nosso alcance.

O Ministério Público do Estado de Santa Catarina está encetando uma campanha maravilhosa com o título instigador de “O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO? - Os Promotores de Justiça Affonso Ghizzo Neto e Rui Carlos Kolb Schiefler, entusiasmados pela recepção que vem tendo essa iniciativa mostram a todas as pessoas que cada um de nós tem muito a ver com a Corrupção. Basta que paremos e façamos essa pergunta a nós mesmos, O que eu tenho a ver com a corrupção? A corrupção dos outros está ferindo meus sentimentos? Está ferindo minha alma de pessoa séria? Isso está me revoltando?
Dr. Affonso nos induz a várias indagações como “Qual a Lei da corrupção?” – “Quanto vale a sua consciência?” – “Você sabe o que fazer?”.  Nessa mesma linha de raciocínio vemos em nosso quotidiano, no meio ambiente em que vivemos, os infindáveis exemplos que se nos passam despercebidos, no entanto não deixam de ser vistos como corrupção. Exemplos -  atos de furar filas, ficar com o troco dado a maior, sair sem pagar a conta, prática de nepotismo, prática de licitações falsas, receber propina para deixar de realizar notificações, ter conhecimento de favorecimentos a pessoas de seu interesse com dinheiro público. Enfim, estamos cercados de pequenos atos ao nosso derredor que são pequenas corrupções. É assim que começam as grandes corrupções, ou seja, Esse grandes corruptos que sugam freneticamente o nosso Brasil, um dia foram pequenos sonegadores, pequenos corruptos, políticos iniciantes que compraram votos, iludiram eleitores.
Cada geração prepara o futuro das gerações que virão depois de nós. Particularmente me considero que fiz parte da preparação da geração dos jovens que vicejam em nossos dias. Ajudei como a andorinha que trouxe água em seu minúsculo bico e a lançou sobre o grande incêndio da floresta na tentativa de apagá-lo. Fiz parte de uma geração que iniciou a grande praga das drogas, no entanto não me contaminei. Fiz parte de uma geração onde foram detectados os vírus das doenças mortais de nossos dias, no entanto procurei a precaução e a conscientização desses malefícios. Deixei de praticar o ato de jogar as “chepas” de cigarro ao lixo. Lancei muito lixo dos automóveis nas estradas da vida. Enfim, deixei de praticar, mas também pratiquei muitas pequenas corrupções que deveriam ser evitadas.
Diz o Grão-Mestre da Maçonaria Catarinense, que também é Presidente da Associação Internacional de Justiça Militar, Dr. Getúlio Corrêa “Na prática, a melhor maneira de começarmos a erradicar a corrupção, é não participando dela; a segundo, tratar de evitá-la quando tivermos conhecimento de sua iminência e a terceira, no caso de ter se concretizado, é denunciando-a”.
Se assim é, naturalmente que podemos dar a nossa grande contribuição para o combate a corrupção, combatendo-a em nosso meio, onde moramos, onde estudamos, onde trabalhamos.
Devemos, sob pena de sermos cobrados pela nossa consciência, denunciar as corrupções que ocorrem na política de nossas cidades de nossos bairros. Combatermos sem ódio no coração, sem revanchismos, sem sentimentos politicamente poluídos. Combatermos alertando aos que detêm os nossos cargos e funções públicas, como o trabalhador público que exerce sua função de forma indolente, Alertando aos que exercem cargos de confiança que são contratados para exercer o “munus” público com gentileza, de modo imparcial, transparente.
Se mesmo assim persistirem os desmandos temos o sagrado dever de denunciá-los porque temos muito a ver com a corrupção. Não podemos admitir o nepotismo porque é corrupção privilegiarmos uns em detrimento de outros. A escolha deve ser isenta do subjetivismo. Para isso existem os sistemas democráticos de escolhas. As escolas e os pais têm a grande obrigação de aderir a esse programa. A sua escola, a sua empresa, a sua associação, a sua ONG, quer participar desse movimento? “Então acesse o site –” www.mp.sc.gov.br” e já inicie sua luta contra a corrupção porque assim você estará combatendo agora a corrupção das gerações futuras.

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