domingo, 19 de junho de 2011

O "ERGUER TEMPLOS ÀS VIRTUDES".

Segundo nossos conceitos de religião, nós, seres humanos fomos feitos a imagem e semelhança de Deus. Tendo como preceitos justamente essa premissa de que somos filhos de Deus, assim a quase unanimidade dos humanos foram criados pelos seus genitores com os ensinamentos de respeito aos seus semelhantes e reverência e adoração a Deus.
Pelo fato de nós sermos animais sociáveis necessitamos, pela nossa própria natureza, viver em ambiente social, ou seja, em ambiente onde outros seres humanos também convivem. Necessitamos, pela nossa própria natureza, termos ao nosso redor outros seres humanos e mesmo outros animais, mesmo que irracionais, para com eles interagirmos e satisfazer nossas necessidades básicas e fundamentais para o nosso tranqüilo conviver.
O ser humano, segundo nós que assim acreditamos, foi criado à semelhança de Deus e trazemos em nossa bagagem do DNA moral o principio de que somos seres bons e avessos às maledicências, princípios esses que trazemos desde que fomos gerados.
O meio ambiente em que vivemos realiza todas as demais alterações em nosso comportamento, em nossa maneira de ser e em nosso modo de convivermos em sociedade. Embora não pareça, a nossa natural auto-defesa é o motor propulsor para nossas atitudes de agressões contra aquilo ou aqueles que não agem segundo nosso intelecto e segundo nosso entender.
O nosso meio ambiente, aliado, para quem assim acredita, à nossa carga genética encarrega-se em nos tornar agressivos contra nossos semelhantes. O nosso conviver, o ambiente em que vivemos, as pessoas com quem convivemos vão moldando nosso caráter, nosso modo de pensar e de agir, nosso modo de auto-defesa e mesmo nosso modo de pensar.
Somo ensinados a agirmos nos moldes daqueles que são nossos primeiros condutores em nossas vidas, principalmente nossos pais, nossos familiares, as pessoas com quem convivemos. Seremos sempre pessoas moldadas pelas mãos invisíveis daqueles que moldam nossas condutas.
A vida e o mundo nos moldam para que possamos exercer a nossa defesa como seres humanos, repudiando conceitos diferentes dos conceitos que aprendemos. Usualmente esses conceitos e as premissas em nós inatas são confrontadas com os conceitos e as premissas geralmente praticadas pelos seres humanos que nos cercam. Esses confrontos é que nos trazem os dissabores de vermos nossas verdades serem contestadas, os dissabores de vermos que nossas vontades não são satisfeitas e mesmo contrariadas. Na maioria das vezes sentimo-nos como donos da verdade, os que tudo sabem, e sempre temos a certeza que sempre estamos certos e o errado está sempre ao lado dos outros.
Pois bem, é nesse momento que devemos sempre "criar masmorras aos vícios" e "elevar templos às virtudes". Criar masmorras no sentido de procurarmos resistir aos nossos impulsos naturais para as coisas erradas, combatermos o pecado, evitarmos o mal. Os vícios são as ilicitudes, o pecado e o não correto. Devemos sempre saber que é extremamente difícil esse combate a esses vícios porque esse combate implica em lutarmos contra tudo aquilo que acreditamos, conscientemente ou pelas nossas atitudes, como o absolutamente certo. Essa luta implica em dizermos para nós mesmos que o que estamos fazendo está errado. Isso é extremamente difícil e só pode ser exercido após podermos perceber que não somos tão bom como pensávamos.
O "elevar templos às virtudes" é termos a coragem e a altivez de reconhecermos nossos erros e sempre tentarmos corrigir nossos vícios. Ocorre, no entanto, que o elevar templos às virtudes é muito mais que corrigir nossos erros mas sim tomarmos consciência que somos pessoas sujeitas a erros e que necessitamos reagir a este estado e mudarmos nossas atitudes para o certo, para o correto e para o bom. Isso é "elevar templos à virtudes", isso é, praticarmos dioturnamente a virtude de nosso corrigirmos, de a cada ato falho nosso corrigirmo-nos e praticarmos os nossos atos em conformidade com aquilo que é correto perante nós, perante nossos próximos e perante Deus.
Isso tudo parece muito fácil, no entanto, demanda uma prática diária, constante e permanente.
O reconhecimento de nossas falhas é algo extremamente difícil de ser praticado. A virtude da tolerância e a humildade do reconhecimento de nossos erros somente serão realidades após o nosso real desejo de "criarmos masmorras aos vicio" e "elevarmos templos às virtudes".
Isso é e que a Maçonaria ensina e o que a Maçonaria recomenda para que haja o convívio pacifico entre os homens e para a glória a Deus, que é o Grande Arquiteto do Universo.

publicado no jornal DIÁRIO DE FRAIBURGO - ano I - nº 45 - 30.06.2011

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