domingo, 17 de abril de 2011

ESTÁ MAL, MUITO MAL ....

Como já tratamos em outras oportunidades, no Brasil vivemos num Estado democrático onde a liberdade é o pressuposto fundamental e o exercício desse pressuposto é o que vai amoldando o exercício do nosso livre arbítrio e fazendo com que os nossos princípios morais sejam a resultante dos ditames de nossas consciências.
O exercício da nossa liberdade, no entanto, deve ser praticado até os limites da liberdade de nossos semelhantes. Assim foram convencionados os nossos Estados de direito e assim nos portamos em sociedade onde todos podem exercer os seus mais lídimos direitos se ir e vir, de falar, de manifestar-se e de exigir daqueles que têm a obrigação de bem servir.
Nosso sistema de Estado nada mais é que um grande condomínio onde estabelecemos a figura de um síndico, que é o nosso governante, e todos contribuímos em forma de dinheiro para que essa grande organização ande e possa satisfazer a todos os seus condôminos que somos nós, o povo, e cujo condomínio é o Estado.
Cada vez mais estamos sendo exigidos por esse grande condomínio, onde sempre mais e mais estamos sendo espoliados, explorados e esfolados por essa fome voraz de cada vez mais contribuirmos sob a forma de impostos.
Nossas contribuições para esse grande condomínio aumentam de forma geométrica, cuja última espoliação veio sob forma de aumento do imposto sobre cerveja, refrigerantes, águas e demais bebidas frias.
Pois bem, o retorno disso tudo deveria vir sob forma de bem servir aos contribuintes, mediante a contrapartida dos serviços essências, para que nós, o povo, tivéssemos o mínimo de conforto e bem estar.  Pois bem, aqui vivemos em comunidades de pequeno porte que não exigem grandes investimentos como é o de grandes metrópoles. Aqui nos satisfazemos com o pouco ou com o estritamente necessário. Com pouco ficamos satisfeito. Com o mínimo demonstramos nossa satisfação e com os restos passamos a bajular aqueles que nos lançam as migalhas.
Esse é o exato retrato do tratamento que temos dos políticos regionais que deveriam ter a obrigação de bem cuidar das obrigações do Estado para com os cidadãos da nossa região. Certos Órgãos aí estão para servir de grupelhos para atender única e prioritariamente aos interesses políticos-partidários, esquecendo-se do fim maior que é o de servir ao interesse coletivo e realizar os serviços essenciais e urgentes da nossa comunidade regional. Exemplo dessa desvirtuação das suas finalidades e razão de ser são as SDRs - Secretarias de Desenvolvimento Regional - e mais especificamente a de Videira. O abandono da Rodovia Estadual que liga Fraiburgo a Videira é o retrato maior desse desleixo, dessa pouca vergonha e desse escárnio lançado contra nós, o povo. Desse povo que entrega seu imposto para que sejam realizadas essas obras, entanto esses mesmos impostos são desviados para pagamento a poucos apaniguados serviçais de políticos com interesses partidários,deixando ao léu os interesses coletivos.
Estou envergonhado de transitar nessas vielas esburacadas de uma região de trabalhadores de primeiro mundo com serviços públicos incompetentes, desleixados e desinteressados. Está na hora que os responsáveis por esses serviços públicos saiam de suas salas refrigeradas, de suas poltronas macias e vejam as necessidades prementes da população. Está na hora de resolver extirpar essas usinas de desastres, esses buracos vergonhosos, essas pistas asfálticas miseráveis que deixam transeuntes à beira do caminho com rodados e pneus inutilizados, gerando prejuízos, provocando acidentes e trazendo lágrimas. Faz-se necessário tomarmos consciência de nossos direitos e passarmos a exigir daqueles que sãos os responsáveis o cumprimento das suas obrigações sob pena de os responsabilizarmos pelas suas desídias.
Está na hora de começarmos abrir a boca e tocarmos o trombone para que todos nos ouçam que são os responsáveis, que são ineficientes, que são incapacitados para o exercício do múnus publico e exigirmos a suas exclusões do serviço publico. Chega de incompetentes, de ineficientes e de relapsos.

publicado no jornal O CATARINENSE - ano XI - nº 516 - 22.04.2011.

Nenhum comentário: