quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Dá-lhe JOAQUIM .....

O mundo dos brasileiros em terras das províncias está muito afeito ao trabalho do cotidiano e, ao final do seu labor, esses se dirigem ao seu sacrossanto lar, jogam seus sapatos aos cantos, livram-se de todas as vestimentas do seu dia-a-dia que os estrangula no suor de seus dias encalorados, beijam a sua amada, dão um tapa na cabeça das crianças, buscam o frescor do banho reconfortante e, depois do estresse já baixado, reconfortam-se em suas cadeiras preferidas, ajeitam o ângulo correto do seu televisor comprado em suaves prestações e gritam “silêncio crianças que o pai quer ver a novela”. A esposa solícita distribui empurrões aqui, “toalhadas” acolá e tudo vai se acomodando até começar a novela. Esse ritual pode ser diverso como diversas são as personalidades dos atores maiores – o pai e a mãe – mas em sua maioria absoluta “in stretta finale” o ritual é o mesmo – assistir a novela.
Nos últimos 60 para 90 dias esses mesmos atores do cotidiano brasileiro passaram a descobrir outros programas que não as novelas.  Descobriram a TV Justiça – TV Senado – e passaram as dar a preferencia de seus programas para o centro nervoso do Judiciário Brasileiro, qual seja, o plenário do STF – Supremo Tribunal Federal – e lá, de cara, já escolheram seus atores principais, escalando como o “mocinho” um negro maravilhoso com o nome de “JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES” . Digo mocinho no mais didático e completo sentido do defensor dos desvalidos de justiça, os homens sonhados por todos os homens sérios desse país.
A alma dos homens e mulheres de bem desse país, que até há pouco o sentíamos inviabilizado pela desonestidade generalizada dos políticos da terra, está sendo lavada. O nosso espírito foi revigorado porque vimos que para tudo ainda há jeito. Estamos vendo essa horda de assaltantes do erário público, devagarinho, como quem nada quer, sendo condenada e, melhor, sendo mostrado para o mundo todo que aqui também se faz justiça, que aqui, nesse nosso Brasil maravilhoso, ainda tem uns negros machos, uns caras bons, uns cidadãos que não aceitam a bandalheira.
Em sua posse como Presidente do STF, o Ministro Joaquim Barbosa disse que “...há um grande déficit de justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados com igual consideração quando buscam a Justiça. Ao invés de se conferir à restauração dos seus direitos o mesmo tratamento dados aos poucos, o que se vê aqui e acolá ... é o tratamento privilegiado...”.
Sim, essa é a grande realidade do nosso Brasil nos grandes escalões porque os mandatários acostumaram-se a servir seus apaniguados, seus companheiros de cores politicas, serviram-se e servem-se do poder para conquistar glorias, riquezas e vitórias espúrias às custas dos insustentáveis impostos pagos por cada um de nós brasileiros e sob a omissão silente e criminosa daqueles que foram designados como nossos guardiões.
O ato desse grande ministro que faz justiça, esperamos, nós o povo brasileiro, que seja o marco da virada brasileira contra a corrupção desenfreada que assola esse solo de gente esperançosa de novos dias onde haveremos de ver nossos impostos servindo para espalhar a igualdade a todos, independendo das cores da pele, do tamanho do bolso e do modo de glorificar a Deus. Esperamos que esse ato desperte aos demais responsáveis pela aplicação da justiça para que tenham a justeza de espírito para que o cipoal da burocracia não sufoque o espirito daqueles que estão a espera do lenitivo de suas almas amarguradas pelo simples fato de ver aqueles que praticaram o mal serem exemplarmente punidos.
Esperamos que esse ato do venerado Ministro Joaquim seja o “abre olhos” daqueles que podem proceder as reformas do Judiciário, especialmente Estadual e tomem as atitudes necessárias para sacar essa venda de seus olhos e percebam que os investimento necessários são em mais magistrados, mais promotores de justiça e, principalmente, melhor aparelhamento humano junto as Varas de Justiça.
Esperamos que esse marco de novos tempos desencadeado por esse sábio negro seja o inicio de deixar estagiários em Cartórios de Varas judiciais serem exatamente só estagiários e que as serventias seja devidamente aparelhadas com operadores devidamente qualificados. Queremos que a justiça estadual acompanhe, no mínimo, o que já é a Justiça Federal, uma Entidade mais dinâmica, embora não ainda o suficiente, mais eficiente, embora ainda não o suficiente. Obrigado Joaquim por ensinar o caminho. Nós confiamos no teu exemplo .... Dá-lhe Joaquim...

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