O mundo dos brasileiros em terras das províncias
está muito afeito ao trabalho do cotidiano e, ao final do seu labor, esses se
dirigem ao seu sacrossanto lar, jogam seus sapatos aos cantos, livram-se de
todas as vestimentas do seu dia-a-dia que os estrangula no suor de seus dias
encalorados, beijam a sua amada, dão um tapa na cabeça das crianças, buscam o
frescor do banho reconfortante e, depois do estresse já baixado, reconfortam-se
em suas cadeiras preferidas, ajeitam o ângulo correto do seu televisor comprado
em suaves prestações e gritam “silêncio crianças que o pai quer ver a novela”.
A esposa solícita distribui empurrões aqui, “toalhadas” acolá e tudo vai se
acomodando até começar a novela. Esse ritual pode ser diverso como diversas são
as personalidades dos atores maiores – o pai e a mãe – mas em sua maioria
absoluta “in stretta finale” o ritual
é o mesmo – assistir a novela.
Nos últimos 60 para 90 dias esses mesmos atores do
cotidiano brasileiro passaram a descobrir outros programas que não as novelas. Descobriram a TV Justiça – TV Senado – e passaram
as dar a preferencia de seus programas para o centro nervoso do Judiciário
Brasileiro, qual seja, o plenário do STF – Supremo Tribunal Federal – e lá, de
cara, já escolheram seus atores principais, escalando como o “mocinho” um negro
maravilhoso com o nome de “JOAQUIM BENEDITO
BARBOSA GOMES” . Digo mocinho no mais didático e completo sentido do defensor
dos desvalidos de justiça, os homens sonhados por todos os homens sérios desse
país.
A alma dos homens e mulheres de bem desse país, que
até há pouco o sentíamos inviabilizado pela desonestidade generalizada dos
políticos da terra, está sendo lavada. O nosso espírito foi revigorado porque
vimos que para tudo ainda há jeito. Estamos vendo essa horda de assaltantes do
erário público, devagarinho, como quem nada quer, sendo condenada e, melhor,
sendo mostrado para o mundo todo que aqui também se faz justiça, que aqui,
nesse nosso Brasil maravilhoso, ainda tem uns negros machos, uns caras bons,
uns cidadãos que não aceitam a bandalheira.
Em sua posse como Presidente do STF, o Ministro
Joaquim Barbosa disse que “...há um
grande déficit de justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados com
igual consideração quando buscam a Justiça. Ao invés de se conferir à
restauração dos seus direitos o mesmo tratamento dados aos poucos, o que se vê
aqui e acolá ... é o tratamento privilegiado...”.
Sim, essa é a grande realidade do nosso Brasil nos
grandes escalões porque os mandatários acostumaram-se a servir seus
apaniguados, seus companheiros de cores politicas, serviram-se e servem-se do
poder para conquistar glorias, riquezas e vitórias espúrias às custas dos
insustentáveis impostos pagos por cada um de nós brasileiros e sob a omissão
silente e criminosa daqueles que foram designados como nossos guardiões.
O ato desse grande ministro que faz justiça,
esperamos, nós o povo brasileiro, que seja o marco da virada brasileira contra
a corrupção desenfreada que assola esse solo de gente esperançosa de novos dias
onde haveremos de ver nossos impostos servindo para espalhar a igualdade a
todos, independendo das cores da pele, do tamanho do bolso e do modo de
glorificar a Deus. Esperamos que esse ato desperte aos demais responsáveis pela
aplicação da justiça para que tenham a justeza de espírito para que o cipoal da
burocracia não sufoque o espirito daqueles que estão a espera do lenitivo de
suas almas amarguradas pelo simples fato de ver aqueles que praticaram o mal serem
exemplarmente punidos.
Esperamos que esse ato do venerado Ministro Joaquim
seja o “abre olhos” daqueles que podem proceder as reformas do Judiciário,
especialmente Estadual e tomem as atitudes necessárias para sacar essa venda de
seus olhos e percebam que os investimento necessários são em mais magistrados,
mais promotores de justiça e, principalmente, melhor aparelhamento humano junto
as Varas de Justiça.
Esperamos que esse marco de novos tempos
desencadeado por esse sábio negro seja o inicio de deixar estagiários em
Cartórios de Varas judiciais serem exatamente só estagiários e que as
serventias seja devidamente aparelhadas com operadores devidamente
qualificados. Queremos que a justiça estadual acompanhe, no mínimo, o que já é
a Justiça Federal, uma Entidade mais dinâmica, embora não ainda o suficiente,
mais eficiente, embora ainda não o suficiente. Obrigado Joaquim por ensinar o
caminho. Nós confiamos no teu exemplo .... Dá-lhe Joaquim...
Nenhum comentário:
Postar um comentário