MEUS CAROS AMIGOS E AMIGAS ... volto a escrever nesse meu blog.
agradeço pela leitura, sugestões, críticas e incentivos.
Novamente escreverei até o momento que cansar ...
a braços e obrigado - Flávio José Martins.
Com um sorriso na alma retorno a essa página do Jornal O CATARINENSE para aqui, novamente contar, cantar, divergir e ser divergido, mas sempre sendo honesto comigo mesmo, com meus sentimentos, expondo o que penso e pedindo licença para expressar os meus sentimentos porque sou um homem que jamais correu do embate de ideias e, permitindo-me nem sempre concordar com os pensares de outrem, mas sempre defendendo intransigentemente o seu mais lídimo direto de divergir. Honra-me o pedido da direção desse Jornal para aqui expor o que vi o que senti e o que espero no período “pós-eleição” de Fraiburgo. Desde há muito me embalava, nos momentos da minha solidão, o desejo de novamente voltar a expor minha palavra, gritar aos ventos o que penso mostrar minhas alegrias, solidões, amores e desamores. Aqui estou, até quando? Não sei.
Em
Fraiburgo, nas eleições desse ano, viveram-se momentos ímpares. Entendo que
aqui houve o mais genuíno exercício da DEMOCRACIA em seu mais amplo
significado. Uma bela definição de Democracia consta nas nuvens “galaxianas” da
internet que assim a define: “Do grego
demo= povo e cracia=governo, ou seja, governo do povo. Democracia é um sistema
em que as pessoas de um país podem participar da vida política. Esta
participação pode ocorrer através de eleições...”.
Dois
candidatos em polos distintos e, de inicio, com um índice de indecisão por
parte do povo (eleitores) atípico devido a dúvida quanto aos candidatos ideais.
Muitos, ansiosos por uma terceira via justamente para fugir à dicotomia da
escolha. No andar do garimpo aos votos daqueles que escolheriam que dirigiria
os destinos dos Fraiburguenses perceberam-se as estratégias das partes. Um
traçou um caminho claro e coerente do início ao fim, procurando expor seus
planos para esse Município para os próximos quatro anos. Tinha plena ciência
que sua candidatura seria carente de recursos financeiros, buscou auxilio junto
àqueles que sempre estiveram ao seu lado, independendo do tamanho dos seus
bolsos. Seguiu firme não desviando desse foco até o final do pleito. – Outro
traçou uma estratégia com o mesmo objetivo de conseguir uma vitória, objetivo
esse bem mais visível, vez que apresentava uma equipe bem mais poderosa Com
organização perfeita, candidatos a vereadores preparados com toda a
antecedência. Com um poder de barganha e de conquista bem mais possível em face
da máquina governamental que sempre pesa sobremaneira nessas ocasiões. Material
publicitário de ótima qualidade. Com o poder midiático franco favorável à sua
candidatura, enfim, tudo a indicar uma vitória mais fácil e mais possível.
Esse
foi o quadro apresentado aos eleitores. Faltava o embate. Sobravam as apostas.
As torcidas cada vez mais vibrantes, no entanto, com o passar, os
desdobramentos foram ditando os caminhos e os eleitores aí, atentos. Na
verdade, aí é que começou o desenho da sabedoria popular quando o eleitor
começou a perceber determinados erros insanáveis, qual seja a vitória começou a
aparecer para o, teoricamente, mais fraco quando o mais forte cometeu um erro
mortal de ter a absoluta certeza que o PP – Partido Progressista - aliar-se-ia
para indicar o seu candidato a Vice, e em assim não ocorrendo, escolheu um Vice
para, posteriormente, arrepender-se e troca-lo por uma candidata do próprio
partido. Erro imperdoável para estrategistas políticos. Daí em diante houve uma
sequencia de erros estratégicos que os eleitores foram percebendo e avaliando,
como a clara tendência de órgãos de comunicação em favor de um candidato,
comunicadores fazendo campanha aberta, jornais com vastas matérias de somente
um candidato, olvidando totalmente o outro lado. E o povo vendo. E o povo
ouvindo. E o povo sabendo das verdades. Quatro fatos em muito influíram ao
final para essa avalanche de fotos para o candidato vitorioso. 1) caricaturas
grotescas e de péssimo gosto, apresentadas em programa eleitoral
ridicularizando o candidato adversário. 2) folhetim desmoralizando candidato
adversário e seus mais próximos como indignos por frequentar botecos. 3)
apresentação de vídeo na internet e outros eventos de embate televisivo de
dezenas de anos passados, editado, procurando mostrar o candidato adversário
como algoz de um padre. 4) a publicação de uma pesquisa, no último dia, de uma
vitória do candidato derrotado com mais de 8% de vantagem.
Isso
tudo, em face de estratégia desastrosa, a vitória coube ao candidato que era
mostrado como derrotado, no entanto, venceu como com uma larga diferença de
próximos aos 60 por 40%.
Por
outro lado o candidato vitorioso - IVO BIAZZOLO – não mudou a sua estratégia
traçada. Sabia que as forças com mais poder estavam do outro lado – sabia que tinha
menor poder econômico – sabia que não deveria discutir as questões morais –
tinha em suas mãos dados claros que contradiziam as pesquisas. Deixou o barco
andar foi firme em decidir que o outro lado pensasse realmente que venceria.
Tinha em mãos dados próprios que lhe asseguravam a vitória.
Esses
fatos e o seu passado nos dão a segurança que fará uma boa administração, até
porque o atual prefeito serve de exemplo que, quando eleito gerou as mesmas
dúvidas por ter administrado empresa que não deu certo, no entanto, como
Prefeito, somando os acertos e desacertos, restou um saldo amplamente
favorável, fato comprovado pelo elevado índice de aprovação de seu governo. IVO
as urnas mostraram que o povo é sábio e detesta vilanias. Cumpra tuas promessas
e sucesso.
Publicado no Jornal O CATARINENSE - Videira - SC. edição de 13.10.2012.
4 comentários:
Sr. Flavio Martins, apenas no meio do texto tive a certeza de quem o senhor estava falando. Pelo jeito o PMDB continua com as mesmas táticas utilizadas em 1982 quando divulgaram cartas (para mim foi o padre em conluio com o PMDB) falando mal do senhor e de meu pai. Sobre o candidato do PMDB em especial, tenho todos os motivos do mundo para comemorar sua derrota, pois para mim é uma pessoa desqualificada (para dizer pouco) e veja que estou 20 anos longe de Fraiburgo mas não perdi a memória.
Verdade meu amigo, as moscas continuam as mesmas ....
Senhor Flávio desde longa data tenho grande respeito pela sua pessoa e concordo com muitas das suas colocações porem, tenho certeza de que a eleição só foi definida nos ultimos dias de campanha, quisá da sexta para o sábado.
Francisco Giusti
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