domingo, 14 de outubro de 2012

FRAIBURGO – um exercício de Democracia..


MEUS CAROS AMIGOS E AMIGAS ... volto a escrever nesse meu blog.
agradeço pela leitura, sugestões, críticas e incentivos.
Novamente escreverei até o momento que cansar ...
a braços e obrigado - Flávio José Martins.

Com um sorriso na alma retorno a essa página do Jornal O CATARINENSE para aqui, novamente contar, cantar, divergir e ser divergido, mas sempre sendo honesto comigo mesmo, com meus sentimentos, expondo o que penso e pedindo licença para expressar os meus sentimentos porque sou um homem que jamais correu do embate de ideias e, permitindo-me nem sempre concordar com os pensares de outrem, mas sempre defendendo intransigentemente o seu mais lídimo direto de divergir. Honra-me o pedido da direção desse Jornal para aqui expor o que vi o que senti e o que espero no período “pós-eleição” de Fraiburgo. Desde há muito me embalava, nos momentos da minha solidão, o desejo de novamente voltar a expor minha palavra, gritar aos ventos o que penso mostrar minhas alegrias, solidões, amores e desamores. Aqui estou, até quando? Não sei.

Em Fraiburgo, nas eleições desse ano, viveram-se momentos ímpares. Entendo que aqui houve o mais genuíno exercício da DEMOCRACIA em seu mais amplo significado. Uma bela definição de Democracia consta nas nuvens “galaxianas” da internet que assim a define: “Do grego demo= povo e cracia=governo, ou seja, governo do povo. Democracia é um sistema em que as pessoas de um país podem participar da vida política. Esta participação pode ocorrer através de eleições...”.

Dois candidatos em polos distintos e, de inicio, com um índice de indecisão por parte do povo (eleitores) atípico devido a dúvida quanto aos candidatos ideais. Muitos, ansiosos por uma terceira via justamente para fugir à dicotomia da escolha. No andar do garimpo aos votos daqueles que escolheriam que dirigiria os destinos dos Fraiburguenses perceberam-se as estratégias das partes. Um traçou um caminho claro e coerente do início ao fim, procurando expor seus planos para esse Município para os próximos quatro anos. Tinha plena ciência que sua candidatura seria carente de recursos financeiros, buscou auxilio junto àqueles que sempre estiveram ao seu lado, independendo do tamanho dos seus bolsos. Seguiu firme não desviando desse foco até o final do pleito. – Outro traçou uma estratégia com o mesmo objetivo de conseguir uma vitória, objetivo esse bem mais visível, vez que apresentava uma equipe bem mais poderosa Com organização perfeita, candidatos a vereadores preparados com toda a antecedência. Com um poder de barganha e de conquista bem mais possível em face da máquina governamental que sempre pesa sobremaneira nessas ocasiões. Material publicitário de ótima qualidade. Com o poder midiático franco favorável à sua candidatura, enfim, tudo a indicar uma vitória mais fácil e mais possível.

Esse foi o quadro apresentado aos eleitores. Faltava o embate. Sobravam as apostas. As torcidas cada vez mais vibrantes, no entanto, com o passar, os desdobramentos foram ditando os caminhos e os eleitores aí, atentos. Na verdade, aí é que começou o desenho da sabedoria popular quando o eleitor começou a perceber determinados erros insanáveis, qual seja a vitória começou a aparecer para o, teoricamente, mais fraco quando o mais forte cometeu um erro mortal de ter a absoluta certeza que o PP – Partido Progressista - aliar-se-ia para indicar o seu candidato a Vice, e em assim não ocorrendo, escolheu um Vice para, posteriormente, arrepender-se e troca-lo por uma candidata do próprio partido. Erro imperdoável para estrategistas políticos. Daí em diante houve uma sequencia de erros estratégicos que os eleitores foram percebendo e avaliando, como a clara tendência de órgãos de comunicação em favor de um candidato, comunicadores fazendo campanha aberta, jornais com vastas matérias de somente um candidato, olvidando totalmente o outro lado. E o povo vendo. E o povo ouvindo. E o povo sabendo das verdades. Quatro fatos em muito influíram ao final para essa avalanche de fotos para o candidato vitorioso. 1) caricaturas grotescas e de péssimo gosto, apresentadas em programa eleitoral ridicularizando o candidato adversário. 2) folhetim desmoralizando candidato adversário e seus mais próximos como indignos por frequentar botecos. 3) apresentação de vídeo na internet e outros eventos de embate televisivo de dezenas de anos passados, editado, procurando mostrar o candidato adversário como algoz de um padre. 4) a publicação de uma pesquisa, no último dia, de uma vitória do candidato derrotado com mais de 8% de vantagem.

Isso tudo, em face de estratégia desastrosa, a vitória coube ao candidato que era mostrado como derrotado, no entanto, venceu como com uma larga diferença de próximos aos 60 por 40%.

Por outro lado o candidato vitorioso - IVO BIAZZOLO – não mudou a sua estratégia traçada. Sabia que as forças com mais poder estavam do outro lado – sabia que tinha menor poder econômico – sabia que não deveria discutir as questões morais – tinha em suas mãos dados claros que contradiziam as pesquisas. Deixou o barco andar foi firme em decidir que o outro lado pensasse realmente que venceria. Tinha em mãos dados próprios que lhe asseguravam a vitória.

Esses fatos e o seu passado nos dão a segurança que fará uma boa administração, até porque o atual prefeito serve de exemplo que, quando eleito gerou as mesmas dúvidas por ter administrado empresa que não deu certo, no entanto, como Prefeito, somando os acertos e desacertos, restou um saldo amplamente favorável, fato comprovado pelo elevado índice de aprovação de seu governo. IVO as urnas mostraram que o povo é sábio e detesta vilanias. Cumpra tuas promessas e sucesso.
 
Publicado no Jornal O CATARINENSE - Videira - SC. edição de 13.10.2012.

4 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Sr. Flavio Martins, apenas no meio do texto tive a certeza de quem o senhor estava falando. Pelo jeito o PMDB continua com as mesmas táticas utilizadas em 1982 quando divulgaram cartas (para mim foi o padre em conluio com o PMDB) falando mal do senhor e de meu pai. Sobre o candidato do PMDB em especial, tenho todos os motivos do mundo para comemorar sua derrota, pois para mim é uma pessoa desqualificada (para dizer pouco) e veja que estou 20 anos longe de Fraiburgo mas não perdi a memória.

Flávio Martins disse...

Verdade meu amigo, as moscas continuam as mesmas ....

Anônimo disse...

Senhor Flávio desde longa data tenho grande respeito pela sua pessoa e concordo com muitas das suas colocações porem, tenho certeza de que a eleição só foi definida nos ultimos dias de campanha, quisá da sexta para o sábado.
Francisco Giusti