No mundo antigo erigiram-se atributos ante a magnificência das grandes obras resultando daí a decantada lista das sete maravilhas da antiguidade, dentre elas o Colosso de Rodes. Essa obra foi constituída de uma monumental escultura de aproximadamente 32 metros de altura erigida no Porto de Rodes em reverência ao deus “hélios” ou, deus Sol, por volta dos anos 280 Antes de Cristo.
No mundo moderno, por votação popular universal foram escolhidas as sete maravilhas contemporâneas, dentre as quais, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Diria eu, sem dúvida, o Cristo Redentor é uma das sete maravilhas da atualidade em face à magnitude daquela obra, com altura aproximada à do Colosso de Rodes, no entanto a grande maravilha daquela obra é exatamente o local onde foi erigida. Trata-se de uma obra de engenharia magnífica sobre uma pedra ou uma montanha realmente inimaginável de ser realizada ante as dificuldades, a altitude, o íngreme acesso. Tais barreiras foram superadas e hoje lá está uma obra de engenharia magnífica que merece ser admirada por todos os seres da terra como uma das sete maravilhas reais do mundo contemporâneo. No momento em que escrevo essas palavras o homem mais importante do mundo, acompanhado de sua família linda, está rendendo suas homenagens a essa obra e, provavelmente, orando também para que sua dificílima decisão tomada no dia de ontem não cause um mal maior para a humanidade, como foi a ordem de ataque às forças líbias que deflagraram uma guerra sangrenta contra uma população civil, sedenta de liberdade e do direito de ir e vir.
O monumento do Cristo Redentor é uma das maravilhas consagradas pelo mundo moderno, no entanto, esse mesmo Rio de Janeiro tem mais dois dos maiores espetáculos da terra que é a sua configuração geológica e o Carnaval.
Não existe no mundo uma cidade tão geologicamente maravilhosa com a cidade do Rio de Janeiro. Anda-se pelas suas rodovias, extasiado pelas belezas naturais das pedras inimaginavelmente maravilhosas pelas suas exuberâncias, pelas suas magnitudes e por ser aterrorizantemente lindas. As próprias favelas tornam-se lindas no contexto daquela orquestra da natureza.
A terceira grande maravilha do Rio de Janeiro e do mundo é o Carnaval.
Eu, desde há muitos anos, tinha uma determinação comigo mesmo e com a minha querida Carolina de não morrer sem um dia participar do carnaval do Rio de Janeiro – na Marquês da Sapucaí.
Agora, somente eu, estou só para determinar-me por minha exclusiva vontade (embora seja eu constantemente monitorado por uma plêiade de línguas ferinas) e nesse ano assisti o Desfile do Carnaval da Marquês do Sapucaí, no domingo na Frisa do setor 9 e na segunda-feira na arquibancada numerada do mesmo setor 9.
Posso afirmar na minha mais absoluta certeza que o Carnaval do Rio realmente é o maior espetáculo na terra. É algo simplesmente deslumbrante. A música é algo indescritível e tão envolvente que o mais empedernido do ser humano, a mais tímida das pessoas não tem como não se envolver naquele clima festivo e quando você vê está dançando, sambando e participando ativamente daquele movimento melodicamente envolvente.
As alegorias são magnificamente deslumbrantes pela grandiosidade e, principalmente, pela perfeição dos mínimos detalhes. São verdadeiras obras de arte pinceladas por verdadeiros artistas enfeitadas por seres humanos deslumbrados por serem partícipes daquela orquestra de beleza, de musicalidade e de perfeição. O conjunto ser humano forma a verdadeira simbiose com a arte formando o grande espetáculo sinfônico de algo maravilhoso e que deveria ser visto por todo o ente humano que habita nesse nosso universo.
A emoção se nos assola ante a grandiosidade da arte exposta a um público ávido do belo. A passarela torna-se o grande palco de uma maravilha realizada por artistas do povo, com a participação ativa e formadora de um todo muito belo, onde os simples, os analfabetos, os letrados, os cultos, os artistas, os trabalhadores tornam-se totalmente iguais para formar o belo. E formam.
O carnaval não é só uma festa, como muitos dizem e pensam como pagã, mas sim é uma festa onde a nudez é genuinamente artística, despertando tão somente o sentimento de admiração do belo, a emoção do magnífico e o aplauso à arte. O despertar de outros desejos menos nobres não tem lugar no Carnaval do Rio porque a beleza é tão saliente que os presentes veem naqueles corpos perfeitos a magnificência da obra de Deus.
O Carnaval do Rio é a exposição popular do belo, da arte e da perfeição.
publicado no jornal O CATARINENSE - ano XI - nº 512 - 25.03.2011.
publicado no jornal O CATARINENSE - ano XI - nº 512 - 25.03.2011.
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